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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Crises Convulsivas

O que é uma Crise?

    Uma crise é o resultado de uma disfunção temporária na atividade elétrica cerebral em que as mensagens são temporariamente interrompidas ou trocadas. O número de crises pode variar entre menos de uma por ano e várias por dia, podendo surgir a qualquer momento.
    Sendo a  maioria das funções corporais de responsabilidade do nosso cérebro, a forma de apresentação depende em larga medida da área do córtex cerebral afetada e da forma e velocidade com que se propaga.
    Por este motivo, existem diferentes tipos de crise, e cada pessoa vive a sua epilepsia de uma forma diferente.
    As crises podem ser classificadas em dois tipos:
  • Crises Parciais;
  • Crises Generalizadas.






Tipos de crises

  • Crises Parciais: Envolvem uma parte limitada do cérebro e podem ser divididas em Simples e Complexas.

    • Simples- não provocam a perda de contacto com o meio envolvente, ou  seja, a consciência não é afectada. Estas crises tem a duração de 20 a 60 segundos e podem evoluir para complexas, implicando alteração de consciência.
    • Complexas- as pessoas afetadas perdem contato com o meio envolvente, ou seja, há perda de consciência que dura 30 segundos a 2 minutos. Podem permanecer imóveis, com olhar fixo, e incapaz de reagir. Este tipo de crises podem evoluir para tónico-clónica secundária generalizada.
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  • Crises Generalizadas: Envolvem ambos os hemisférios havendo perda de consciência.
    • Tónico-Clónicas- capazes de provocar perda de consciência abrupta. Caracteriza-se por apresentar contrações musculares mantidas (tónicas) dos músculos de todo o corpo com períodos de relaxamento (clónicos). Podendo ter uma duração aproximada de 3 a 5 minutos;
    • Ausências- são de curta duração  e duram  apenas alguns segundos, podendo ocorrer várias vezes ao longo do dia. Estão associadas à fixação do olhar e à cessação das atividades. Quando a consciência é recuperada, o indivíduo reinicia a atividade que estava a realizar;
    • Tónicas;
    • Mioclónicas;
    • Atónicas.


(2010). Obtido em Novembro de 2012, de Liga Portuguesa contra a Epilepsia: http://www.epilepsia.pt


Causas da Epilepsia

Qual é a causa da Epilepsia?


    Na maioria das crises epilépticas não se conhecem as causas.
    A forma de eplilepsia Idiopática ou Primária caracteriza-se por não possuir causa aparente e por apresentar uma tendência de aparecer em indivíduos da mesma família.
    Por outro lado, existe outro tipo de epilepsia, nomeadamente, a secundária, que se caracteriza por qualquer lesão que atinja o cérebro, podendo deixar uma "cicatriz" que é um potencial ponto de partida para crises epilepticas, em geral, não são transmitidas de pais para filhos. As possiveis causas desta forma de epilepsia resulta de uma lesão estrutural ou metabólica, como por exemplo:
  • Tumor;
  • Lesão vascular ou tóxica;
  • Consumo de drogas;
  • Hipóxia;
  • Perturbações hidroeletróliticas;
  • Infeção.
 
 
 
 

(2010). Obtido em Novembro de 2012, de Liga Portuguesa contra a Epilepsia: http://www.epilepsia.pt


O que é a epilepsia?

    A Epilepsia é uma doença que se deve a uma perturbação do funcionamento do cérebro que tem origem numa descarga eléctrica anormal, provocada por um excesso de excitabilidade, de alguma ou quase a totalidade dos neurónios cerebrais. Esta descarga pode ter um inicio súbito e imprevissivel, geralmente, de curta duração podendo ir de segundos a minutos, raramente ultrapassando os 15 minutos. 
    Caracteriza-se por um distúrbio da função cerebral que resulta na ocorrência periódica e imprevisível de convulsões.